Em Tribuna Livre, especialistas afirmam que setor químico pode impulsionar desenvolvimento do Estado e de Vila Velha

Por iniciativa do vereador Arnaldinho Borgo (PMDB) e com o apoio de todos os demais parlamentares da Casa, a Câmara de Vila Velha promoveu, durante a sessão desta quarta-feira (20/06), uma Tribuna Livre com a participação do presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química, Fernando Figueiredo, e do presidente do Conselho Regional de Química do Espírito Santo, Alexandre Vaz. 

O evento – sobre o tema “Indústria Química: Cenário e Perspectivas” – mostrou que em 20 anos, o setor químico deverá ser a principal mola propulsora do desenvolvimento no Espírito Santo, a partir da modernização do parque tecnológico e das plantas industriais do Estado, onde as cinco maiores indústrias em operação – Petrobras, Vale, Arcelormittal, Chocolates Garoto e Fibria – já trabalham com atividades e processos químicos devidamente registrados no Conselho Regional de Química.

Na abertura da Tribuna Livre, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química, Fernando Figueiredo, falou aos vereadores de Vila Velha principalmente sobre o enorme potencial de crescimento do Brasil e do Espírito Santo, a partir da expansão das atividades industriais que envolvem a produção da gás natural e a utilização de processos químicos, como a produção e o refino de derivados do petróleo.

“Eu defendo a criação de um polo petroquímico no Espírito Santo não apenas pela sua elevada produção de petróleo, mas também pela sua privilegiada localização geográfica, sua grande vocação portuária e seu imenso potencial econômico”, disse ele, exibindo imagens no telão do plenário durante sua apresentação.

Fernando Figueiredo citou, como exemplo para o Espírito Santo, o Polo Petroquímico de Camaçari (BA), o maior do Brasil, que responde por 20% do PIB da Bahia e recolhe R$ 1 bilhão em ICMS para aquele estado, além de gerar 45 mil empregos diretos e indiretos e garantir 90% de toda a arrecadação do município onde está instalado (Camaçari).

“Já o Polo Petroquímico de Triunfo (RS), por exemplo, responde por 96% de toda a riqueza gerada naquele município (Triunfo), onde os moradores possuem a maior renda per capta do Rio Grande do Sul, já que as indústrias instaladas na cidade remuneram muito bem os trabalhadores locais”, informou.

Em sua explanação na Câmara de Vila Velha, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química falou sobre outros polos petroquímicos e sua importância econômica e social para as cidades e estados onde se localizam.

Ele também apresentou um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobre os resultados que poderiam ser alcançados, caso fosse criado um novo e moderno polo petroquímico no Brasil. E defendeu, ainda, a implantação de um polo gás-químico no município capixaba de Linhares, que poderia demandar investimentos de quase US$ 4 bilhões.

“Este novo polo também possibilitaria um efeito positivo de US$ 1,5 bilhão na balança comercial do Espírito Santo, uma arrecadação de impostos superior a US$ 300 milhões e a geração de nove mil empregos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia produtiva do setor", afirmou. Segundo Fernando Figueiredo, se um projeto viável como este realmente fosse executado, o cenário previsto para impulsionar o desenvolvimento do Estado seria totalmente favorável.

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O dirigente encerrou suas palavras lembrando da existência de um projeto que envolve a possibilidade de se criar, em Vila Velha, um Polo de Química Fina e de Biotecnologia, iniciativa que conta com apoio da Associação Brasileira da Indústria Química e do Conselho Regional de Química. E isso não é por acaso. A cidade possui um enorme potencial econômico, uma grande competitividade no setor de operações portuárias e comprovada vocação para o comércio exterior, além de dispor de grandes áreas para sediar novos empreendimentos.

Em seguida, o presidente do Conselho Regional de Química do Espírito Santo, Alexandre Vaz, também fez uso da palavra e compartilhou sua visão sobre a importância estratégica da indústria química para o desenvolvimento capixaba, considerando as atividades produtivias que envolvem as principais corporações industriais em operação no Estado, atualmente. Ele também lembrou do projeto que seria implementado em Vila Velha, que não avançou após a mudança do governo estadual.

POLO DE QUÍMICA E BIOTECNOLOGIA DE VILA VELHA

“Em 2013, o então governador do Estado, Renato Casagrande, assinou o decreto de criação do Polo de Química Fina e Biotecnologia de Vila Velha, que seria instalado na região da Rodovia Darly Santos, prevendo parcerias com o Conselho Regional de Química e com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), onde os cursos, em sua maioria, são voltados para o setor químico. No entanto, apesar de já termos mão de obra técnica especializada para o trabalho, áreas da Superintendência de Projetos de Polarização Industrial (Suppin) para a instalação deste novo polo, e empresas do setor interessadas em investir neste projeto, em Vila Velha, nada aconteceu até hoje. Depois de cinco anos, o projeto continua parado”, lamentou.

 

SAIBA MAIS: O Protocolo de Intenções para a criação do Polo Tecnológico de Inovação de Química Fina e Biotecnologia de Vila Velha foi assinado no Palácio Anchieta, no dia 28 de maio de 2013. De acordo com o documento, o complexo seria instalado no bairro Guaranhuns, às margens da Rodovia Darly Santos, em uma área de 60 mil metros quadrados, que seria ocupada por 20 empresas, com acesso a linhas de crédito especiais (juros mais baixos) disponibilizadas pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), além de incentivos fiscais. O investimento para financiar o projeto foi pleiteado no pacote de apoio à inovação das empresas, anunciado pelo governo federal, que dispunha de R$ 30 bilhões para esta finalidade, naquela ocasião.

Confira esta Tribuna Livre na íntegra assistindo o vídeo abaixo:

 

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