Vereador faz reflexão sobre crimes políticos e luta pela democracia no Brasil

Em discurso na sessão desta quarta-feira (16/05), na Câmara de Vila Velha, o vereador Professor Heliosandro Mattos (PR) disse que foi surpreendido, nesta semana, com a revelação de um documento fornecido pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), comprovando aquilo que o povo brasileiro já sabia, sobre as torturas e assassinatos cometidos pelo Regime Militar, durante a ditadura que dominou o Brasil no período de 1964 a 1985, a partir de quando o país deu início ao seu processo de redemocratização.

“Não faço, aqui, nenhum crítica aos militares. Mas neste momento de intransigência e de maledicência contra as instituições públicas brasileiras, não é possível concebermos a idéia de que nosso país seja governado novamente, de outra maneira, a não ser pelo regime democrático, que concede aos cidadãos a garantia de suas liberdades individuais e de seus direitos humanos mais elementares, contribuindo assim com nossa luta pela igualdade social e pelo fortalecimento da soberania popular”, comentou o parlamentar.

Citando informações históricas sobre a Revolução Francesa de 1787, Heliosandro admitiu que a luta pela liberdade e pelos ideais democráticos são caros a todos aqueles que aspiram por um mundo melhor. Ele também queixou-se da iniciativa pouco inteligente de determinados setores da sociedade, e também da imprensa brasileira, de tentar criminalizar as atividades políticas e desvalorizar a função dos agentes públicos, colocando todos dentro de um mesmo caldeirão, como se fossem todos “farinha do mesmo saco”.  Segundo o vereador, isso não procede:

“Temos parlamentares nesta Casa de Leis que compõem uma legislatura de reputação inquestionável. É evidente que as críticas e atos de difamação sempre vão existir, pois para quem não tem serviços prestados à população, é muito fácil atacar os que exercem cargos eletivos, com o objetivo de testar a representatividade e a credibilidade de um ou de outro. Mas quem comete esse tipo de injustiça, acaba atingindo o próprio povo, que no fim das contas é quem escolhe seus representantes de forma livre e democrática, por meio do povo”, disse ele.

E Heliosandro completou: “A reflexão sobre a situação requer uma postura de enfrentamento à intolerância e ao radicalismo, seja de direita, de centro ou de esquerda, para que possamos seguir o caminho do equilíbrio e da moderação. Faço esta defesa porque a política é o único instrumento legítimo da democracia, capaz de possibilitar às nações, em todo o mundo, viverem em harmonia, longe do caos e das barbáries que já assombraram a civilização e a história da humanidade”.

O parlamentar também citou o militante político capixaba Arildo Valadão, que atuou na resistência contra a ditadura durante o movimento estudantil de 1964, e que desapareceu em 1973, aos 25 anos de idade. Segundo Heliosandro, Arildo (que hoje dá nome à uma via pública de Vila Velha) provavelmente foi mais uma vítima do Governo Militar e seu corpo nunca foi encontrado.

“Não comungamos com o ‘Estado Paralelo’ que dominou o Brasil depois do golpe de 1964, marcando um período assolado por crimes hediondos e atentados contra a liberdade política e a democracia. Não somos favoráveis à luta armada. O que defendemos é a luta de ideias, de argumentos e de propostas, sem torturas, sem perseguições e sem mortes”, salientou o vereador Professor Heliosandro Mattos, que encerrou seu pronunciamento conclamando o Estado Brasileiro a estruturar a educação, como fizeram os países que hoje figuram entre os mais desenvolvidos do mundo.

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